sábado, 11 de abril de 2020

Aos Dirigentes Espíritas de Santa Catarina


Queridos irmãos, votos de plena Paz!

Diante das circunstâncias atuais em que somos chamados a enfrentar com bom senso e coragem a crise mundial provocada pela Pandemia advinda do COVID-19 desejamos compartilhar reflexões e ponderações no intuito de nos posicionarmos com segurança diante das nossas responsabilidades.
Indubitavelmente, é nosso dever atender todas as recomendações dos órgãos públicos a fim de colaborar com a campanha de prevenção para, num esforço coletivo, determos a curva de contaminação do vírus. Nesse sentido, temos compartilhado todas as oportunas informações e orientações recebidas dos órgãos competentes.

De outro lado, é preciso recordar que graças à Doutrina Espírita, conhecemos a gênese desses dramas coletivos que, esporadicamente, atingem a humanidade, bem como as implicações morais e espirituais dos acontecimentos. Esse conhecimento nos proporciona serenidade e possibilita uma percepção transcendente da realidade.

Os Espíritos tutelares, através da mediunidade segura de Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco, já relataram com detalhes a ação do Mundo Espiritual em benefício da humanidade terrena nas ocasiões em que a Humanidade enfrentou graves flagelos. A constatação ainda da ação ininterrupta do Mundo Espiritual em favor da humanidade, nos remete a refletir sobre o nosso papel neste contexto.
Há poucos dias, o espírito Bezerra de Menezes oportunamente alerta:
(…) Vós que conheceis Jesus mantende o respeito às leis, buscando a precaução recomendada pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes. Não negueis a palavra
libertadora aos que se preparam para enfrentar a imortalidade. Não saiais de onde fostes colocados numa inútil e enganosa tentativa de impedir a contaminação”.¹

É, portanto, nosso dever atender as normas e recomendações relativas às atividades que envolvem público mais expressivo em nossas instituições, porém, é também imperioso ponderar que as restrições não devem comprometer as demais atividades de acolhimento, amparo e orientação aos padecentes (nos dois Planos) que nesta hora grave se multiplicarão.

As necessidades espirituais e materiais nesta época de crise, serão potencializadas, é nesta hora que seremos chamados a dar nosso testemunho de compromisso com Jesus. Sem negligenciar as precauções recomendadas, é preciso atender ao apelo recente do espírito Bezerra de Menezes: 
(…)Hoje, quiçá, mais do que nunca, Jesus precisa de vossas mãos, falar pelos vossos lábios, sentir o calor da vossa compaixão e a misericórdia dos vossos sentimentos” ¹. 
Apelo este que já ouvimos desde há muito. 
Neste sentido, e em total respeito a autonomia de cada Instituição, recomendamos que cada agrupamento espírita reflita sobre a atual circunstância sob a ótica do Evangelho e busque meios de manter, sempre que possível e nas condições plausíveis as atividades de acolhimento, amparo e suporte espiritual e material a fim de que nesta hora gravíssima as Instituições Espíritas continuem a ser o farol e o oásis para os aflitos no Plano físico e espiritual.

Neste período grave, as dores serão mais pungentes, as aflições se potencializarão, o desespero poderá virar pânico, serão aumentadas as tendências autodestrutivas e agravados os quadros obsessivos. 
O que poderemos fazer para amenizar esse quadro doloroso?
                 Conclamamos a todos a que façamos o que esteja ao nosso alcance no limite da prudência, para minimizar esse quadro e, colaborando com os Amigos Maiores, sofrear as aflições, consolar e erguer os ânimos, restaurando a esperança no futuro.
Que as Instituições Espíritas que representamos continuem a representar um foco de luz neste momento sombrio. Que permaneçamos unidos, encarnados e desencarnados, movidos pela compaixão legítima para ofertar amor e solidariedade através dos recursos disponíveis, sejam espirituais, materiais ou tecnológicos.

Como poderemos agir frente às limitadas condições?
Inúmeras são as possibilidades já divulgadas e orientadas pela Federação Espírita Brasileira e por outras Instituições Espíritas em todo o Brasil, basta buscar dentre as ações adotadas aquelas que ofereçam as condições adequadas à realidade de cada Instituição.

Algumas ações possíveis:
·         Orientação ao Monitores e Evangelizadores que procurem manter os grupos reunidos virtualmente no dia e hora aprazada, mantendo os vínculos com os Espíritos Amigos no atendimento das necessidades individuais;
·         Orientação aos frequentadores das Palestras Públicas para que assistam palestras nas mídias disponíveis (informar);
·          Orientação aos assistidos do Atendimento Espiritual, para que no dia e horário do atendimento façam leitura edificante prece. (Os trabalhadores destas atividades estarão irradiando no mesmo momento);
·          Manutenção do auxílio material aos necessitados (Atendendo às recomendações dos órgãos competentes);
·          Organização de grupos virtuais de prece e irradiação, com a participação de dirigentes e trabalhadores;
·          A fixação de aviso com a justificativa e o período de paralisação das atividades;
·          Informar no aviso os telefones para contatos emergenciais

Não obstante devamos manter fechadas as Instituições Espíritas, atendendo ao Decreto Estadual n. 515, de 17 de março último, deveremos evitar a interrupção total das atividades, uma vez que a ação do Mundo Espiritual é ininterrupta, os tratamentos espirituais não devem sofrer interrupção, assim, nossa ação, mesmo que remota, deve continuar. Como dirigentes é nossa responsabilidade conscientizar os tarefeiros da importância de manter o vínculo psíquico com as tarefas e os serviços ofertados na instituição.
Essas medidas preservarão a saúde espiritual de todos nós, trabalhadores e assistidos.

Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, talvez ficasse deslumbrado e, em vez de se julgar fraco e temer o futuro, compreenderia a sua FORÇA, sentiria que ele próprio PODE CRIAR ESSE FUTURO
 Léon Denis| O problema do Ser do Destino e da Dor


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