quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Conversando sobre a Alteridade e a Empatia na prática da Caridade


A máxima “Fora da caridade não há salvação” desde a codificação do Espiritismo tem suscitado a criação de entidades e inumeráveis atividades filantrópicas que buscam suavizar as dores e sofrimentos humanos no que tange às suas necessidades de alimentação, cuidado, saúde e educação, tendo o movimento espírita com estas iniciativas adquirido o respeito e consideração da população em geral, de instituições e autoridades. No entanto, ao adepto do O Consolador Prometido, cuja luz da verdade exige conduta compatível aos ensinamentos recebidos, com a resposta à questão 886 tem enormemente ampliado o conceito da caridade. Nela, Allan Kardec, interroga aos Espíritos da codificação sobre “Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? E, a  resposta; “— Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.”, seguida pelo comentário do Codificador, fica claro que “A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, mas abrange todas as relações com os nossos semelhantes
(...)”. Entendendo nesta explicação a esmola como o benefício material, resta-nos atingir a plenitude do “amar ao próximo como a si mesmo” agregando à assistência prestada a caridade moral. Nessa perspectiva os trabalhadores sinceros tem buscado a ampliação do entendimento a acerca da caridade moral, para isso estudar, compreender, refletir acerca dos conceitos de alteridade e empatia se faz impostergável para o estabelecimento de relações efetivamente fraternais, sem nenhum ranço de orgulho ou falsa superioridade que possa ferir a suscetibilidade do beneficiado. A compreensão da interdependência de cada indivíduo com os demais sujeitos do contexto social exalça a humildade que deve permear todas as relações; reconhecer a interação entre o “eu” e o “outro”, desenvolver a habilidade de se colocar no lugar do próximo – de enxergar o cenário a partir dos olhos dele, de ser sensível a ponto de compreender emoções e sentimentos de outras pessoas, desenvolvendo  o “conjunto das qualidades do coração” que define o verdadeiro homem de bem de acordo com a definição de Allan Kardec, é a divina aspiração do verdadeiro espírita.
Com esse propósito o GIEE-norte facultará oportunidade imperdível aos trabalhadores espíritas de acréscimo aos seus conhecimentos sobre alteridade, empatia e caridade num espaço dialógico e reflexivo com mais uma roda de conversa que acontecerá na Instituição Espírita Casa do Caminho no próximo dia 27. Fica o nosso convite!      

Bibliografia:
O Evangelho Segundo o Espiritismo, caps. VII e XVII
O Livro dos Espíritos, q. 886.

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